12 de August de 2018

Roteiro | Estados Unidos: Rota das Raízes Musicais

Jazz, blues, soul, gospel e rock. Se você algum dia foi tocado pelos acordes de qualquer um desses gêneros – e quem não foi? 

Jazz, blues, soul, gospel e rock. Se você algum dia foi tocado pelos acordes de qualquer um desses gêneros – e quem não foi? – vai voltar modificado desse roteiro, que só pode ser feito de carro pelas estradas do sul dos Estados Unidos. É uma viagem de carro alugado pela música norte-americana, com ponto de partida na moderníssima Houston, cidade texana com uma extensa programação cultural, que vai do clássico ao indie rock. Dali, envereda pelo jazz tradicional da Louisiana e de New Orleans, segue pelas origens do blues no rio Mississipi, toca o gospel em Jackson e termina num dos mais célebres berços do rock, Memphis, a terra de Elvis Presley. Ao longo do caminho, além da música, sabores intensos e paisagens diferentes mudam o tom da viagem a cada curva. Dirija essa experiência, acesse a Mobility e verifique as  melhores opções para alugar!

Dia 1 Houston (TX)
Aluguel de carro Houston (TX)
Na capital do petróleo, quarta maior cidade dos Estados Unidos, os arranha-céus espelhados e os modernos centros culturais não lembram em nada aqueles cenários de caubói de quase um século atrás. Houston é uma cidade pulsante e cosmopolita, perfeita para quem gosta de museus, teatros, exposições e, claro, música. Uma região ótima para explorar a agenda cultural de Houston é o distrito de teatros, perto da Old Market Square. Além das casas de espetáculo, ali fica o Bayou Place, que reúne restaurantes, bares e danceterias. Durante o dia, vale visitar a Nasa 

Houston, we have a center
O Johnson Space Center é o famoso centro de controle da Nasa em Houston – que se tornou ainda mais famoso ao receber o desesperador comunicado ‘Houston, we have a problem’, da avariada nave Apollo 13. O lugar não faz lançamentos de aeronaves – elas saem do Cabo Canaveral, na Flórida –, mas reúne o centro nervoso da Nasa que monitora todas as missões espaciais norte-americanas, além de museu, simuladores e filmes. Montado pela Disney, o centro de visitações agrada adultos e crianças – parece, aliás, um parque temático para quem se interessa por viagens espaciais.

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Dia 2 Hostoun (TX) / Abbeville (LA) / Lafayette (LA) – 430 km
Aluguel de carro Hostoun (TX) / Abbeville (LA) / Lafayette (LA) - 430 km
Saia bem cedo e abasteça o carro antes de deixar o Texas na direção da Louisiana pela US-90 e pela I-10, que são estradas sem muitos atrativos. Vale muito a pena esticar o caminho e parar para almoçar em Abbeville, que é uma cidade pequena, mas com bons restaurantes. Entre eles estão o Courtyard Café (109 South State St.), o Richard’s Seafood Patio (1516 S. Henry St), especializados em caranguejos, e os bares na Pere Megret, às margens do rio Vermillion, que têm boas ostras. Em seguida, siga para Lafayette pelas estradas US-90 ou US-14. A cidade, maior do condado, tem fama de ter mais restaurantes per capita do que qualquer outra no país – prepare-se, portanto, para se banquetear com a comida típica da região 

Culturas creole e cajun
A Louisiana recebeu exploradores espanhóis e franceses antes do domínio inglês. Até o final do século 18, esses colonizadores, somados aos escravos e aos imigrantes caribenhos, deram origem a uma cultura que só existe aqui, chamada creole. A cultura cajun, outra exclusividade local, é derivada dos franco-canadenses que se estabaleceram no estado, principalmente em Acadia, condado onde fica Lafayette. De cajun e creole, você pode provar pratos bastante condimentados, como o gumbo, uma sopa de origem africana, o jambalaya, uma espécie de paella com ingredientes locais, e o boudin, uma linguiça que aparece em vários pratos cajun.

. Lafayette é também um berço importante da cultura cajun e da música zydeco, uma música folk típica da região. Vale a pena ir ao Randol’s Restaurant & Cajun Dance Hall (2320 Kaliste Saloom Rd) para provar um pouco de tudo: a comida e a música, tocada ao vivo e que pode ser dançada deliciosamente na pista.

Dia 3 Lafayette (LA) / Cocodrie (LA) / Houma (LA) – 265 km
Aluguel de carro Lafayette (LA) / Cocodrie (LA) / Houma (LA) - 265 km
Os caminhos entre Lafayette e Houma mergulham nos pântanos da Louisiana e da cultura cajun. Uma parada em Cocodrie pode render uma boa refeição (vá ao Coco Marina, que tem pratos perfumados com o wine island sauce, molho local à base de vinho). Outra parada interessante no caminho é a Salvador Wildlife Management, parque que oferece passeios de barco pelo lago e pelos pântanos. Houma também tem essa cara – canais e lagos cortando a cidade, com barcos de camarões sempre no horizonte. Perfeita para quem gosta de observar pássaros ou pescar, Houma fica quase colada a New Orleans e tem uma agitada agenda cultural. No distrito histórico, dá para ouvir boa música cajun e, do começo do ano ao Carnaval (Mardi Gras), participar dos preparativos dessa grande festa, que segue o mesmo calendário brasileiro.

Dia 4 Houma (LA) / Avondale (LA) / New Orleans (LA) – 91 km
Aluguel de carro Houma (LA) / Avondale (LA) / New Orleans (LA) - 91 km
Um caminho de raízes, literalmente, liga Houma a New Orleans, passando por Avondale. Os pântanos do sul, com suas árvores parcialmente submersas, aparecem por todo o caminho. Ao chegar a New Orleans, vá direto para o French Quarter, estacione e ande para sentir o clima. As ruas históricas, com seus impecáveis sobrados com varandas de ferro decoradas com flores, são cheias de lojas, bares, casas noturnas pra lá de animadas e até mesmo endereços especializados em vodu (para turista ver, mas ainda assim interessantes). O French Quarter é um dos únicos (se não o único) lugares públicos dos Estados Unidos onde é permitido andar na rua com bebida alcoólica, o que causa um intenso movimento bar a bar. A programação noturna é extensa. Entre as melhores casas de música estão Fritzel’s European Jazz Club, Funky Butt e Palm Court Jazz Café. Mas obrigatório, mesmo, é o Preservation Hall 

Preservation Hall
Um sobrado de visual detonado é um dos maiores templos do jazz do mundo. Do jazz de New Orleans, definitivamente, ele é “o” templo. Trata-se do Preservation Hall, na St. Peter Street, casa noturna na ativa desde os anos 1960. Pequeno, com alguns bancos (como os de igreja) e almofadas para acomodar a clientela, ele entrega jazz tradicional todas as noites, a partir das 8h, com ingressos em torno de US$ 15. A banda da casa dá conta do recado muitíssimo bem, mas sempre recebe convidados importantes do mundo do jazz. Chegue cedo, porque a fila pode ser grande.

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Dia 5 e 6 New Orleans
Aluguel de carro New Orleans
Nada nos Estados Unidos se parece com New Orleans. Ou no mundo. A mistura de diferentes povos e culturas – e todos, aparentemente, com sangue quente – criou uma cidade pulsante, nascedouro de ritmos, letras e sabores que não deixam ninguém indiferente. Nem mesmo uma tragédia tão devastadora quanto a do furacão Katrina 

O Katrina
O Katrina foi um dos furacões mais fortes já registrados – atingiu a categoria 5, a máxima, em 29 de agosto de 2005. Os ventos de mais de 280 km/h e a chuva torrencial tiveram efeitos catastróficos sobre a cidade de New Orleans, pois os diques que protegiam a cidade foram suplantados e rompidos. Mais de 80% da cidade ficou sob as águas. Um milhão de pessoas foram evacuadas e cerca de 2.000 morreram. O French Quarter não foi atingido pelas águas. Em pouco tempo, a reconstrução devolveu a autoestima da cidade, que voltou a celebrar seu Carnaval, o Mardi Gras, nas áreas secas da cidade, seis meses depois da tragédia.

conseguiu acabar com a cidade. O lado mais conhecido de New Orleans fica no French Quarter, mas dá para explorar mais. Nele ou grudado nele ficam o Louis Armstrong Park, que conta a história do jazz, a bela Jackson Square, o Audubon Park e seu fabuloso zoológico e o Riverfront, de onde saem passeios de barco pelo rio Mississipi. Próximo do centro, em passeio que pode ser feito de bonde ao longo da St. Charles Avenue, fica o Garden District, bairro com mansões da virada do século passado, cafés e restaurantes agradáveis. Por onde se olha, há uma referência citada em música ou filme. 

New Orleans nas telas
A cidade aparece em dezenas de filmes e séries de tv. New Orleans é o cenário principal de Coração Satânico (1987), de Alan Parker; O Dossiê Pelicano (1993), de Alan J. Pakula; Entrevista com o Vampiro (1994), de Neil Jordan; O Júri (2003), de Gary Fleder; Déjà Vu (2006), de Tony Scott, e O Curioso Caso de Benjamin Button (2008), de David Fincher. No desenho A Princesa e o Sapo (2009), da Disney, as ruas, a música e a mística da cidade também são docemente retratados. Além disso, New Orleans é uma cidade de escritores, que nasceram ou viveram aqui, como Scott Fitzgerald e William Faulkner, além dos nativos Truman Capote, Lillian Hellman e Anne Rice.

 

Dia 7 New Orleans (LA) / Jackson (MS) – 342 km
Aluguel de carro New Orleans (LA) / Jackson (MS) - 342 km
Com 4.000 km, o rio Mississipi é o maior dos Estados Unidos e um dos mais extensos do mundo. Da sua nascente no Canadá a New Orleans, no Golfo do México, ele une o norte ao sul do país e ajudou a misturar pessoas e raízes. O jazz, o blues e o rock têm as águas deste rio em seu DNA. Ao viajar no sentido sul-norte, partindo de New Orleans pela I-12 e depois pela I-55, você encontrará o rio várias vezes, banhando cidades aqui e ali que parecem paradas no tempo, com senhoras negras sentadas na varanda se abanando. Jackson, a capital do Mississipi, é uma cidade grande e muito ligada à música. Além do blues, o soul, o gospel e o rhythm & blues têm forte tradição nas margens do rio. Festivais de música acontecem o ano todo, muitos gratuitos e ao ar livre. Se você estiver em Jackson em um domingo, vá a um culto batista para ouvir a celebração.

Dia 8 Jackson (MS) / Tunica (MS) / Indianola (MS) / Memphis (TN) – 366 km
Aluguel de carro Jackson (MS) / Tunica (MS) / Indianola (MS) / Memphis (TN) - 366 km
As estradas US-49EN e US-61N levam a várias atrações ligadas ao blues. Em Tunica, por exemplo, há o Bluesville Showcase Night Club, com um hall da fama do blues. Mas é em Indianola que fica o mais conhecido endereço do blues, o B.B. Museum. Além de contar as origens do músicos, dos pobres campos de algodão aos acordes que os tornaram conhecidos, o museu tem uma área na qual você pode ensaiar e arriscar a compor o seu blues. A parada final dessa viagem ao mundo da música norte-americana é simplesmente Memphis, a terra do Rei do Rock, Elvis Presley. Mas não só dele: Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Carl Perkins, Roy Orbison, Ottis Redding, Isaac Hayes, Sam & Dave e B.B. King também começaram suas carreiras aqui, graças ao Sun Studio e à gravadora Stax. A visita à Graceland, a mansão de Elvis na cidade, é um programa bem turístico, mas curioso. Depois de se esbaldar pelas raízes de vários gêneros musicais ao longo desta viagem, um programa ao estilo Las Vegas é uma forma divertida de de encerrar a viagem.

 

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