27 outubro 2020

Empresários da mobilidade, uni-vos!

Quando 2020 começou, imaginei um ano de celebração. Afinal, se completam duas décadas da Mobility, empresa criada por mim, especializada na locação de veículos no Brasil e no exterior, e hoje presidida por meu sócio Oswaldo Melantonio Filho.

É hora de trocarmos experiências, pensar em parcerias improváveis e em novos negócios

Por Oskar Kedor, CEO da Mobility S/A e Co-Fundador do Think Tank Mobilidade 2025

Quando 2020 começou, imaginei um ano de celebração. Afinal, se completam duas décadas da Mobility, empresa criada por mim, especializada na locação de veículos no Brasil e no exterior, e hoje presidida por meu sócio Oswaldo Melantonio Filho. Um dos diferenciais da ágil companhia é comparar tarifas e condições de uso e pagamento em mais de 150 países e propor as escolhas mais indicadas.

Eu disse que o momento era de comemoração, mas, antes da festa, veio o baque. Em virtude do Covid-19, pela primeira vez na história da humanidade as fronteiras estavam fechadas não apenas em regiões em conflito armado, mas no mundo inteiro. É de se imaginar os efeitos imediatos dessa atitude em uma empresa que tem a mobilidade até no nome. Como comemorar?

Mobilidade implica, claro, jamais ficar parado. Levando esse desígnio em conta, nós, da Mobility, passamos a interagir com outros agentes de companhias de atuação correlata ou ligada por alguma intersecção de interesses. O meio mais à mão foi aquele que passou a se denominar “live”, e que até então se limitava a denominar concertos musicais ao vivo. Assim, conversamos com empresários de tecnologia, consultorias estratégicas e diversas locadoras do Brasil e exterior.

Acreditar que novos modelos de negócios requerem parcerias até então improváveis. Crer que, por conseguinte, parcerias improváveis exigem novos modelos de negócios…

Mais do que a mera constatação de que a pandemia era um desafio comum a todos, ficou a certeza de que as conversas com colegas de mercado nos mantinham informados da situação em cada setor. Era a maneira mais eficiente, e gregária, de lidar com o mundo de incertezas que se apresentava diante de nós.

Um interlocutor se destacou entre os demais: Ricardo Ferreira, ex-sócio da agência de turismo Alatur JTB, e hoje consultor de negócios. Essa aproximação se deveu ao fato de que, além de amigos, somos vizinhos na Serra da Mantiqueira. Em nossas recorrentes trocas de ideias, notamos que era preciso ampliar ainda mais os players das nossas conversas, uma vez que as dificuldades da hotelaria e da aviação, entre outros segmentos, também eram similares às nossas. Ao nosso ver, um diálogo intenso, suprassetorial, deveria unir toda a indústria da mobilidade. Não só como facilitador de acesso a informações, mas como revigorante sinergia, capaz de suscitar o que hoje se chama de novos modelos de negócios.

A ideia é incentivar um diálogo não de queixumes, mas de ousadias

Nasceu assim, a quatro mãos, o Manifesto da Mobilidade 2025. Por que o ano de 2025 no título? Simples. Pensamos em uma data que não fosse tão próxima a ponto de gerar otimismo improcedente, nem tão distante que produzisse pessimismo injustificável. A ideia é incentivar um diálogo não de queixumes, mas de ousadias. Acreditar que novos modelos de negócios requerem parcerias até então improváveis. Crer que, por conseguinte, parcerias improváveis exigem novos modelos de negócios…

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Para nossa surpresa, minha e do Ricardo Ferreira — meu vizinho próximo não só na geografia como nas ideias —, a resposta ao Manifesto da Mobilidade 2025 foi imediata e entusiasmada. Logo pudemos realizar uma reunião digital com mais de 30 membros, todos empresários de vulto, em torno uma associação de início informal, com o apoio tecnológico da MCI Brasil. Ela se deu numa conversa digital cujo convidado foi Sérgio Averbach, especialista em recrutamento de talento executivo e desenvolvimento de lideranças.

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Em seguida, vimos a adesão de players do quilate de Raphael Klein, do Grupo Via Varejo, que nos mostrou como o varejo pôde ser reinventado, com inédita rapidez, pelo home office e a informática. Quando fizemos novas contas, contabilizamos: os seguidores do Manifesto da Mobilidade 2025 já somavam mais de meia centena de think tankers, ou seja, de pensadores e analistas estratégicos dos tempos da tecnologia digital. Líderes de empresas do porte da Morgan Stanley, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Porto Seguro e Expo Center Norte, entre outras, fizeram a inscrição.

network vibrante que semeia o livre pensar

Ainda assim, o número de adesões não parava de crescer. Advogados e consultores, não necessariamente ligados de modo intrínseco à indústria da mobilidade, também quiseram participar, interessados nas transformações do nosso setor. Demos a eles o batismo de aliados do nosso ecossistema.

A troca de experiências desses líderes, sempre dinâmica e aberta a novas propostas, nos entusiasma a cada dia mais. Hoje, são 97 membros e 22 aliados, abrangendo todos os setores envolvidos com a mobilidade, de coworking a destinos turísticos. Sem dúvida, um grupo significativo que, graças a um network vibrante que semeia o livre pensar, começará a colher ainda em 2021 os frutos plantados agora.

Algo que comemoro com a alegria que imaginava, lá no comecinho de 2020, celebrar em nome da Mobility.

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