27 junho 2018

Roteiro | Leste Europeu

Viajar pelo Leste Europeu significa percorrer vários países em poucos dias e mergulhar em um mundo, até bem pouco tempo, desconhecido, ou proibido.

Viajar pelo Leste Europeu significa percorrer vários países em poucos dias e mergulhar em um mundo, até bem pouco tempo, desconhecido, ou proibido. Sim, a cortina de ferro isolou o leste comunista do resto do mundo, mas, desde que caiu, o fluxo de turistas para esta região não para de crescer, ano após ano. Gente de todos os cantos do mundo sedenta por conhecer cidades-imperiais, vilarejos fantásticos e destinos de excelente custo-benefício. O carro é, sem dúvida, indispensável, pois os deslocamentos são muitos e as opções de paradas, intermináveis. No ato da reserva, não deixe de informar seu roteiro (especialmente porque deve incluir mais de um país) e programe a devolução para evitar taxas elevadas. Esta primeira sugestão de roteiro começa na Hungria, passa pela Eslováquia, Áustria (opcional) e termina na República Tcheca. São oito dias, partindo de Budapeste e terminando a viagem em Praga.
Dia 1 e 2 Budapeste
Aluguel de carro Budapeste
Fuja dos clichês que está acostumado a ouvir acerca de Budapeste. Chamar a capital da Hungria de pequena Paris da Europa Central é deturpar ou no mínimo reduzir o seu esplendor. É como Paris, quem conhece sabe que é bem mais que Cidade-Luz. Permita-se apaixonar por Budapeste, e ir bem além dos seus monumentos de mais de mil anos de história. O charme começa na divisão em dois lados, Buda e Peste, você vai ver que a cidade tem realmente duas faces distintas, uma em cada margem do rio Danúbio.
Buda oferece ruas medievais, casas, museus e ruínas romanas. Já Peste é mais dinâmica, possui o maior Parlamento da Europa, oferece espaço para longas caminhadas às margens do rio e mais, mercados de pulga, livrarias, lojas de antiguidades e cafés cheios de charme. O sentimento de que a cidade é diferente de tudo que vimos nos leva a querer conhecê-la em detalhes. É assim com turistas do mundo inteiro.

Breve história da Hungria
A Hungria é um dos mais antigos países da Europa, já foi invadida por dezenas de povos no passado, turcos, habsburgos, alemães e soviéticos entre outros. Mas, se por um lado, esta história conturbada foi ruim para a nação, por outro, permitiu que a arquitetura, a cultura e a música fossem únicos no mundo.
Nos dois primeiros dias, em Budapeste, o carro é dispensável graças a uma boa escolha de hotéis.  Ficar bem localizado em Budapeste é fundamental porque a cidade é riquíssima e merece ser conhecida a pé. Deixe para pegar o carro só no terceiro dia.
O táxi do aeroporto até área central onde estão os hotéis vai custar 30 euros, em média.

Onde se hospedar Há bons hotéis tanto do lado de Buda, quanto de Peste, embora Buda pareça um pouco mais verde, fica bem localizado quem se hospeda em qualquer uma das margens, pois basta atravessar a ponte. Uma sugestão em Buda pode ser o Hilton Budapeste, situado no bairro do Castelo, bem no coração medieval, e tido com um das mais clássicas opções de hospedagem. Este hotel foi fundado em 1977 e incorporou parte das ruínas de uma igreja dominicana, do século 13, e a fachada de um colégio jesuíta datado do século 17. As ruínas do antigo colégio compõem hoje a entrada do hotel.
As melhores opções em Peste são ainda Seasons Hotel Gresham Palace e o Kempinski Hotel Corvinus. Em quase todos, é possível encontrar diárias entre 200 e 250 euros para casal o que, considerando o perfil desses estabelecimentos, é bem mais em conta que o valor cobrado por similares em outras capitais européias. Ao longo desta viagem, é possível perceber que, apesar dos fortes investimentos para receber turistas e do fluxo de pessoas do mundo inteiro, viajar pelo Leste Europeu ainda é mais econômico que na Europa em geral. Além desses hotéis cinco estrelas, há dezenas de outras boas sugestões na faixa dos 100 euros por dia.

Bons cafés Depois da viagem, o melhor talvez seja reservar o primeiro dia em Budapeste para conhecer apenas os arredores e entrar no clima da cidade. Há bons cafés que podem ajudar nesta tarefa. Um deles é o Café Pierrot (www.pierrot.hu) com ambiente intimista e excelente cozinha. Se for mais ao fim da tarde, pode contar que um pianista começará a tocar a partir das 18h. É assim todos os dias. Programe-se para gastar em média de 30 a 35 euros, com vinho incluído. Outra dica é o café panorama em Buda, delicioso.

Dia 3 Budapeste – Visegrad – Budapeste – 90 km
Aluguel de carro Budapeste – Visegrad – Budapeste – 90 km
Em Budapeste há muito a ser visto, então faça escolhas bem pessoais. Leve em conta aquilo que mais gosta, não os cartões-postais. Logo pela manhã, caminhe pela região central com um mapa na mão, mesmo quem se perde em Budapeste, não erra, encontra maravilhas. Para uma parada para compras luxuosas, vale a pena conhecer o shopping Váci utca, um capucino e uma deliciosa torta de maçã podem ser saboreados na histórica cafeteria Gerbeaud. Para apreciar os museus da cidade, duas sugestões bem distintas, uma delas o Budapesti Történeti Múzeum, também conhecido como museu castelo, pois oferece ao visitante a mais perfeita sensação do que foi Buda em plena era medieval. O museu tem indicações em inglês, mas pegue o tour guiado para conhecer melhor a história da construção e destruição do prédio. Outra sugestão de museu imperdível é o Iparmúveszeti Muzeum (www.imm.hu), instalado em um prédio erguido pelo mesmo arquiteto que fez a prefeitura, um mestre na arte de combinar elementos húngaros com Art Noveau. Mostras permanentes trazem sempre o melhor da arte decorativa de toda a Europa.

Visegrad No Leste Europeu, a dificuldade pode estar na pronúncia do nome dos lugares, então vamos lá: a dica é pegar o carro e conhecer Vee-sheh-grod! São apenas 45 km a partir de Budapeste e o mais interessante, e quase inacreditável, é que nesta cidade os romanos ergueram um forte que permaneceu intacto até o século 10, virou ruína só depois da invasão dos mongóis. Outra atração é um castelo real, residência do rei Charles Robert.
Uma refeição medieval– Que tal aproveitar o passeio para conhecer um restaurante de autêntica comida medieval? No Renaissance, a decoração e a música remetem à Idade Média, mas tudo fica ainda mais evidente quando chegam os pratos, deliciosos, e servidos em louças de barro. Prepare-se para saborear as iguarias com colher de pau. Sim, naqueles tempos não havia metal. Se estiver viajando nos meses de julho e agosto, programe-se para ir a este restaurante numa noite de quinta, quando acontece o Banquete Real, com direito a duelo de cavaleiros e tudo mais.

Dia 4 Budapeste – Bratislava – 200 km
Aluguel de carro Budapeste – Bratislava – 200 km
É hora de cair na estrada. Então, logo depois do café da manhã, pegue as malas, o carro e insira as informações no GPS. O destino é Bratislava e assim que cruzar a fronteira da Eslováquia pare para comprar uma vinheta, é o pedágio naquele país. Ideal é comprar as duas vinhetas para Eslováquia e para República Tcheca que custam por 18 euros e são válidas por uma semana. Basta colar o adesivo no vidro e seguir viagem. Perceba também que não há controle nas fronteiras, tudo é muito tranqüilo para quem está desbravando o Leste Europeu e conhecendo vários países.
Ainda falando das estradas é importante dizer que são muito boas na Eslováquia e a velocidade máxima é 130 km/h.. Mas preste atenção nas atrações pelo caminho, há lindos campos de girassóis, boas lojas de artesanatos e restaurantes onde se come bem por muito pouco. Bratislava, a capital jovem da Eslováquia sofreu uma transformação do pós-guerra e, com os prédios da era comunista, ganhou um ambiente agradável e relaxante. No fim do dia, na área restrita aos carros, a cidade parece se reunir em torno de uma boa xícara de café ou um cálice de vinho.
Não deixe de percorrer o centro da cidade a pé, com paradas para admirar as construções barrocas, é subir na Michalská veza, a torre de São Michel. Esta parte da cidade pode ser conhecida em duas horas. Há uma boa quantidade de restaurantes e cafés na parte antiga. Escolha um para uma refeição completa ou para apenas um lanche rápido. Fique atento apenas aos pratos, mesmo os que carregam nomes conhecidos, como uma salada caesar, são diferentes. Um tour completo pela capital eslovaca deve incluir ainda a catedral de St. Martin’s. Se sobrar tempo e estiver disposto a caminhar, siga até o castelo, são 20 minutos. Mas não espere nada de muito suntuoso. Vale mais a pena conhecer a ponte retro-futurística da cidade, de onde se tem uma vista fantástica.
Bratislava pode ser também o lugar ideal para escolher uma hospedagem diferenciada. Veja por exemplo o Hotel Arcádia, situado em um prédio do século 13, usado para abrigar os primeiros protestantes. Nos arredores também existem opções de hospedagem muito atraentes

Com crianças
Quem viaja com filhos pode incluir um programa fantástico neste roteiro. O Dinopark, uma área de 3 hectares, ao lado do zoológico (também imperdível), e quem transporta os visitantes ao período dos dinossauros. O parque apresenta diferentes espécies em suas vidas rotineiras. As crianças adoram. A entrada é franca para quem visitar também o zoológico no mesmo dia.

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Dia 5 Bratislava – Cesky Krumlov
Aluguel de carro Bratislava – Cesky Krumlov
Opção A: via Viena – 270 km
Opção B: via Eslováquia (Brno e Telc) – 360 km
É hora de seguir viagem e deixar a Eslováquia rumo à República Tcheca, os dois países já foram um só, mas se tornaram nações distintas desde 1993. Mas, atenção: no caminho há ótimas atrações. Veja as sugestões: Brno é apaixonante para os que se dispõem a vencer o preconceito, parece uma cidade industrial, mas é muito mais que isso. Já Telc é de longe a cidade que mais vale a pena ser visitada nesta rota, é tombada pela UNESCO e dona de um casario cuidado com esmero. Viena, na Áustria, está bem pertinho e, simplesmente, dispensa comentários. Faça sua escolha, ponha as malas no carro e acelere.

Brno Não fique desanimado com os ares de cidade industrial e nem tão pouco com os sisudos prédios de apartamentos que vai avistar, ao se aproximar de Brno, a segunda maior cidade da República Tcheca. Não se deixe levar por esta imagem, pois pode abrir mão de conhecer uma cidade interessante e extremamente vibrante. É preciso chegar ao centro para deixar de lado a má impressão. Os prédios neoclássicos, a catedral gótica de São Pedro e São Paulo fascinam. Faça um tour a pé a partir da velha prefeitura, o prédio mais antigo da cidade, erguido no século 13, e dono de um mix de estilos. Vale a visita e, se gostar de boas histórias, reserve um tempo para conhecer as lendas que rondam a construção. Antes de ir embora, examine as duas atrações mais amadas da cidade, o Dragão e Roda, esta última simbolizando a industrialização. Calcule o tempo disponível porque Brno tem outras atrações, tais como um Cabbage Market, um mosteiro de capuchinhos e um castelo chamado Spilberk, erguido no século 13, mas usado pelos nazistas como câmara de tortura, ali foram mortas mais de 80 mil pessoas durante a Segunda Guerra.

Telc Na estrada, várias cidades e vilarejos chamam a atenção e esta não é mais uma. Ao contrário, esta é outra história. Tombada pelo Patrimônio Histórico da Unesco, Telc orgulha-se de não ter sido reconstruída. Aliás, quem olha pela primeira vez pensa que ali não mora uma alma viva. Tudo parece tão perfeito.Um dia é mais que o bastante para conhecer a cidade. Se puder ficar à noite, melhor ainda porque o castelo e a praça são iluminados e quase sempre palco de recitais ou concertos. Bem ao lado do castelo estão a Igreja de St. James, com pinturas do século 15 nas paredes, e a igreja Jesuíta do Nome de Jesus, em estilo barroco.Para comer alguma coisa antes de seguir viagem, recomenda-se o restaurante U Cerného Orla (algo como o Falcão Negro), destino perfeito para apreciar a boa comida tcheca. Sopas deliciosas e pratos consistentes. O lugar fica lotado, mas vale a pena. Ah! Um detalhe, a esta altura já deve ter descoberto que o nosso dinheiro vale bastante em território tcheco, um real é como 10 coroas tchecas, isso quer dizer que com 30 reais fazemos uma boa refeição e nem é preciso fugir dos lugares turísticos para economizar.

Viena Os países são tão próximos que a terceira sugestão para este dia já está na Áustria, é Viena, a capital. A cidade-imperial não para de se renovar, mas não se assuste. Os monumentos, museus e palácios continuam lá e simplesmente impressionam, mas outro lado da cidade se desenvolve a passos largos e com um verdadeiro tom cosmopolita. Por isso, Viena é tida como a cidade da música, dos cafés, dos parques, das confeitarias e do vinho.Se vai ficar poucas horas ou um dia, conforme-se, não verá tudo que merece ser visto em Viena. Se for a primeira vez, estacione o carro nas imediações do centro da cidade e vá conhecer os palácios Schönbrunn, Hofburg e Belvedere Palace, reserve um tempo para conhecer o Museu Kunsthistorisches e a Catedral de St. Stephan s. Caminhe também pela Kärntnerstrasse, uma rua recheada de boas lojas. Se for pela manhã, pare em um dos grandes cafés, pontualmente às 11 horas, para apreciar o ritual do café. Se for à noite, vá jantar em uma taverna e aprecie os bons vinhos austríacos, pouco conhecidos dos brasileiros, infelizmente.

Dia 6 e 7 Cesky Krumlov – 80 km
Aluguel de carro Cesky Krumlov – 80 km
Dizem os profundos conhecedores da República Tcheca que, se uma pessoa tem apenas a opção de escolher uma cidade em sua passagem pelo país, deve escolher Cesky Krumlov. Tombada pela UNESCO em 1992 não só pela herança histórica, mas também pela beleza natural, Cesky Krumlov poderia muito bem ser definida como uma galeria da era renascentista, com charmosos cafés, lojas, bares e restaurantes.
Se quiser se orientar, procure o centro de turismo de Cesky Krumlov para pegar um mapa e conhecer as principais atrações. A pé ou de bicicleta, alugue uma se quiser pedalar. Os centros de turismo em praticamente todas as cidades da República Tcheca, Eslováquia, Hungria e Áustria são muito bons, oferecem informação de qualidade ao turista e em vários idiomas.

Castelo de Viena
Considerado o segundo maior da Bohemia (depois do de Praga), o castelo da cidade foi construído no século 13 como parte de uma propriedade privada. Passou pelas mãos de várias famílias e hoje está aberto ao turismo, apenas de abril a outubro. Os tours são guiados e encerram-se às 18h, mas é preciso chegar pelo menos uma hora antes de fechar.

Dependendo da época do ano, os dias em Cesky Krumlov podem ser movimentados, com apresentações de ópera ao ar livre e encenações medievais. Uma tarde pelo menos precisa ser reservada para as compras, as lojas da cidade oferecem uma infinidade em artesanato de vidro, principalmente. Nas adegas, vinhos de excelente qualidade. Tantas atrações às vezes fazem a cidade ferver de turistas, principalmente nos fins de semana, mas isso não se torna inconveniente.

A história de Cesky Krumlov
Se quiser conhecer a história da cidade vá até o Museu Okresní, ali, em um prédio já foi um seminário jesuíta, está um pouco dos mil anos de história da cidade. Só preste atenção nos períodos de funcionamento, apenas de maio a setembro. Não deixe de observar do outro lado da rua uma antiga casa de estudantes jesuítas hoje transformada em hotel, o Ruze Hotel. Os visitantes são bem vindos para contemplar esta construção que mistura diversos estilos arquitetônicos, gótico, renascentista e rococó.
Em Cesky Krumlov é possível ainda conhecer o Museu de Cera, bem interessante, e o da Tortura, só para quem tem estômago para verificar as práticas medievais. Outra dica é alugar um barco para passeios.

Para um pernoite na cidade, há algumas opções de hotéis, como o Konvice, nos arredores da cidade, com quartos não muito amplos e móveis rústicos, mas uma vista fabulosa. Não deixe de pedir um apartamento com a vista para os fundos, o rio e o castelo vão tomar conta da paisagem. As diárias variam em torno de 100 euros para casal. É possível ficar também no Hotel Ruze, aquele que foi uma antiga casa de estudantes dos Jesuítas, mas a promessa de uma hospedagem suntuosa deixa a desejar. O hotel oferece piscina e health club. Aqueles que procuram sugestões de passeios nos arredores, a dica é seguir para o Sul e visitar Lipno, um reservatório que fica na parte alta do rio Vitava, em plena floresta da Bohemia, tem mais de 40 km e atrai turistas em busca de diversão o ano todo. Ou ainda Frymburg ou Rozberg, dois vilarejos muito charmosos.

Dia 8 Cesky Krumlov – Karlovy Vary (via Plzen) – 220 km
Aluguel de carro Cesky Krumlov – Karlovy Vary (via Plzen) – 220 km
Tão logo o dia amanheça, coloque as malas nos carros, as últimas compras no porta-malas e siga viagem. O destino é Karlovy Vary, mas vamos fazer uma parada especial: Plzen. Diga para você mesmo: seja bem vindo à terra da cerveja! E isso não é lugar comum, basta olhar o nome da cidade Pilsen? Sim, não é brincadeira, há mais de 400 anos um grupo de homens formou a primeira associação de bebedores de cerveja pilsen e ainda hoje a bebida talvez seja a única razão de tantos visitantes seguirem para esta cidade industrial.
Plzen fica a 150 km de Cesky Krumlov e é possível fazer passeios guiados para aprender mais sobre o processo de produção da cerveja e experimentar marcas como a Urquell e a Gambrinus, entre as mais consumidas na República Tcheca. No tour Plzenské Pivovary, os visitantes passam uma hora na fábrica e assistem a um filme de 15 minutos. O preço do ingresso inclui degustação. Se ainda tiver vontade de aprender mais, vá ao museu da cerveja, situado em uma casa do século 15 e sacie sua sede de conhecimentos. Quase tudo está em inglês. Ao final, todos ganham uma moeda que dá direito a um copo de 300 ml de cerveja.

Além disso, vale a pena caminhar pelo centro da cidade, embora grande parte do que havia foi destruído pela Guerra e não foi reconstruído. Veja a catedral de São Bartolomeu, a mais alta do país e o belo altar de Nossa Senhora. A Grande Sinagoga também é interessante, erguida no século 19, é considerada a terceira maior do mundo e foi recentemente restaurada.

Dia 9 Karlovy Vary
Aluguel de carro Karlovy Vary
Se está em Plzen e quer ir ainda mais adiante, rode mais 80 km ate Karlovy Vary, a cidade pode ser perfeita para pernoitar, antes de seguir para Praga. Ainda hoje milhares de pessoas todos os anos visitam a cidade em busca dos spas e das águas tidas como medicinais. Por isso, o ponto de partida para conhecê-la pode ser o Hotel Thermal, na parte antiga da cidade (a parte nova nem merece ser visitada). Não deixe de ver a piscina pública, um terraço que oferece uma bela vista da cidade e o teatro, onde acontecem vários festivais de cinema.

A cidade também é ideal para comprar cristais, há diversas lojas ao longo da Stará Louka. Aliás, a primeira loja de cristais foi fundada em 1857 por Ludvik Moser, nada menos que hoje o maior nome em cristais. Se quiser conhecer melhor a história do cristal em Karlovy Vary visite a fábrica Moser, com um museu, ou vá direto às compras na loja Moser. Ou em qualquer outra, são dezenas, espalhadas por toda parte e com artigos a excelente preço. Vai dar vontade de comprar de tudo.

Dia 10 e 11 Praga – 120 km
Aluguel de carro Praga – 120 km
Não podia ser outra cidade para encerrar esta viagem. Praga, a capital Tcheca, reúne em mil anos de história uma enorme riqueza, cultural e arquitetônica, e dezenas de conflitos políticos e religiosos. Mas uma coisa é certa, quem visita esta cidade fica realmente encantado com a beleza. A melhor maneira de conhecer a parte antiga da cidade é caminhando. Nada de mapas, o bom é se perder literalmente, descobrindo os encantos da cidade. Poucos municípios concentram tantas atrações em uma área tão pequena. Não hesite em parar nos cafés, lojas de antiguidades ou seguir para Charles Bridge, onde diariamente estão músicos, artista de rua e floristas. Ali, a ordem é pedir paz e amor. Se você aprecia arquitetura, vai adorar também andar pelas ruas estreitas e contemplar exemplos românticos, renascentistas, barrocos, Art Noveau e cubistas. Para explorar os museus, galerias de arte e castelos, vale a pena pensar em comprar o Prague Card, que permite visitar, ao longo de três dias, as 40 mais famosas atrações da cidade, incluindo o castelo.

Com as crianças
Viagens com as crianças são deliciosas, mas requerem planejamento. Inclua na estada em Praga uma visita ao Museu do Brinquedo (Museum hracek), situado no complexo do castelo. Os adultos ficam com um gosto de nostalgia durante a visita, pois o museu apresenta a segunda maior exposição de brinquedos do mundo, você pode achar tudo que imaginar e voltar no tempo. Crianças maiores costumam ficar fascinadas com o Planetarium (adultos idem) com as principais constelações em destaque.

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Dica de hospedagem
Desde a queda do comunismo, a rede de hospedagem de Praga melhorou e muito. Hoje é possível ficar em hotéis de altíssimo padrão, pertencentes às grandes redes, ou escolher outros estabelecimentos renovados. Muitas propriedades foram reconstruídas e ganharam mais conforto. As melhores localizações são Hradcany, um pouco mais cara, Malá Strana, mais sossegada, ou Staré Mesto, no coração da cidade, certamente a opção mais agitada.

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