24 junho 2018

Roteiro | Leste Europeu: Europa Central

A Alemanha, pela localização, é um excelente ponto de partida para roteiros pelo Leste Europeu e aqueles que dispõem de mais tempo podem realmente fazer um tour completo, começando e terminando no mesmo país, o que reduz despesas com taxas de devolução do carro e facilita o planejamento da viagem. Aqui nossa sugestão é partir da Alemanha, mais especificamente Munique, na Bavária, e se maravilhar com a Áustria, a Eslováquia, República Tcheca e Hungria. Prepare-se para encontrar tesouros inimagináveis e fazer passeios exclusivos.

A Alemanha, pela localização, é um excelente ponto de partida para roteiros pelo Leste Europeu e aqueles que dispõem de mais tempo podem realmente fazer um tour completo, começando e terminando no mesmo país, o que reduz despesas com taxas de devolução do carro e facilita o planejamento da viagem. Aqui nossa sugestão é partir da Alemanha, mais especificamente Munique, na Bavária, e se maravilhar com a Áustria, a Eslováquia, República Tcheca e Hungria. Prepare-se para encontrar tesouros inimagináveis e fazer passeios exclusivos.

Dia 1 e 2 Munique – 60 km
Aluguel de carro Munique – 60 km
Munique, a capital da Baviera, é conhecida no mundo inteiro pela boa cerveja que produz e pelas moças e rapazes em trajes típicos durante a Oktoberfest. Mas é muito mais que isso, aliás, os alemães de outras regiões do país detestam quando percebem que a Baviera é a imagem mais conhecida do país. De fato, a Alemanha tem muito mais a oferecer e Munique, sem dúvida, é uma cidade encantadora, para ser visitada diversas vezes.
Situada ao sul da Alemanha, é servida por vôos diretos a partir de São Paulo e por isso parece perfeita para servir de ponto de partida para esta viagem. Como o aeroporto fica longe do centro da cidade, programe-se para pegar o carro já no desembarque e seguir para o hotel.

Onde ficar
Munique tem excelentes opções de hospedagem, desde hotéis das grandes redes, luxuosos, até outros mais em conta. A melhor localização é nas imediações da parte antiga da cidade, onde fica a prefeitura nova, parada obrigatória em vários horários do dia para acompanhar a apresentação de música mecânica com bonequinhos dançando. Não se preocupe com o carro, os hotéis oferecem garagem, mas estacionar na rua também é fácil e seguro.

A primeira cerveja
Deixe as malas no hotel e saia para fazer uma refeição e tomar logo uma cerveja. Afinal de contas está na Alemanha e toma-se cerveja o dia inteiro. Se for verão, prefira conhecer um dos Biergartens (jardins de cerveja, numa tradução literal), restaurantes ao ar livre conduzidos pelas diversas cervejarias instaladas na cidade. Estima-se que existam mais de 400. Se estiver viajando no inverno, prefira uma das cervejarias movimentadas e faça como os alemães, sente em mesas grandes, partilhadas. Vai perceber em instantes como todos são simpáticos, especialmente se descobrirem que é brasileiro. Adoram o Brasil. Boa dica pode ser Spatenhaus, na área central da cidade, serve comida típica da Bavária, salsichas, chucrute e outras especialidades, e deve-se beber a cerveja da casa Spaten-Franziskaner. Deliciosa. Se quiser um lugar mais movimentado, vá para o Hofbräuhaus am Platzl, uma cervejaria que comporta até 4.500 pessoas ao mesmo tempo. Está sempre cheia e ruidosa, mas é parada obrigatória para entender como se vive na Baviera. No dia seguinte, depois de uma boa noite de sono para repor as energias, siga a pé para Marianplatz e faça um tour de reconhecimento pelas ruas centrais da cidade. Não deixe de conferir a Igreja de Nossa Senhora, Frauenkirche, cujas duas torres foram das poucas coisas intactas depois da Segunda Guerra. Quase todas as igrejas ostentam, na entrada, fotos de como ficaram com os bombardeios, é realmente impressionante, tanto a destruição quanto o trabalho de reconstrução. Passeie pelo mercado ao ar livre (Viktualienmarkt) e, se quiser coma por lá, há uma peixaria que prepara delícias para comer de pé. Outro hábito dos alemães.
Se sobrar tempo, considere a visita a Pinacoteca (Alte Pinakothek) ou ao Deutsches Museum, um museu que revela a história de quase todas as criações do homem em termos de ciência e tecnologia. Adultos e crianças ficam de queixo caído em diversas situações. Reserve pelo menos uma manhã ou uma tarde, há muito a ser visto e é possível almoçar lá mesmo, em um ótimo restaurante self-service. Antes de partir, se tiver tempo, existem três sugestões de passeios de um dia a partir de Munique, os Alpes, o famoso castelo de Neuschwanstein e Dachau, o campo de concentração nazista. Todos ficam a uma hora, em média de Munique. Nem é preciso dizer que as estradas são excelentes e que, na Alemanha, não há cobrança de pedágio.

Dia 3 Munique – Salzburg – 150 km
Aluguel de carro Munique – Salzburg – 150 km
Você vai deixar a Alemanha por uns dias e a primeira parada será a Áustria, Salzburg e depois Viena. Salzburg é a cidade de Mozart, o compositor nasceu ali há mais de 250 anos, mas ainda está presente nas sugestões de passeios e nas infinitas referências ao destino. Além da música, a cidade é conhecida pela arquitetura, com construções dos séculos 17 e 18, e diversas obras dos mestres barrocos. Há vários castelos, palácios e residências de bispos. O melhor é deixar o carro na parte moderna da cidade e seguir para a parte antiga a pé. A área é reservada para pedestres. Conheça o Residenzplatz, com a mais fina fonte barroca fora da Itália, e a catedral.

Mozart
Para mergulhar na história de Mozart, visite a casa em que ele nasceu e viveu até os 17 anos. São três andares de exposição, incluindo o apartamento da família. É possível ver o violino que ele usava quando criança e outros instrumentos. Outro local que faz parte do roteiro de Mozart é a casa em que ele viveu de 1773 a 1780, destruída durante a Segunda Guerra Mundial, foi reaberta em 1996, quando se comemorou 240 anos do nascimento do compositor.

Nos arredores de Salzburg, as cavernas de gelo de Eisriesenwelt, a 48 km, são as maiores do mundo. São fantásticas formações de gelo na entrada de cavernas, formando figuras interessantes e revelando cachoeiras congeladas. O ápice do passeio está em conhecer o palácio de gelo. O roteiro não é recomendado para idosos e nem para crianças porque é preciso andar e passar por trechos estreitos.

Dia 4 Salzburg – Viena – 310 km
Aluguel de carro Salzburg – Viena – 310 km
A capital austríaca não perde o posto de cidade-imperial, claro, mas, paralelamente, não para de se renovar. Os monumentos, museus e palácios continuam impressionando os visitantes, mas a cidade torna-se cada vez mais cosmopolita. Não é à toa que Viena é tida como a cidade da música, dos cafés, dos parques, das confeitarias e do vinho.

O gueto
O gueto dos judeus ganhou recentemente um Memorial do Holocausto, o que reacendeu a memória daquela região que abrigou judeus dos séculos 13 ao 15. O Memorial tem um novo museu e as escavações criaram um centro de cultura judaica único na Europa. Um monumento traz os nomes de lugares em que judeus nascidos na Áustria foram mortos durante o nazismo.

Um dia é pouco em Viena, por isso conforme-se: não verá tudo que merece ser visto em Viena. Se for a primeira vez, estacione o carro nas imediações do centro da cidade e vá conhecer os palácios Schönbrunn, Hofburg e Belvedere Palace, reserve um tempo para conhecer o Museu Kunsthistorisches e a Catedral de St. Stephan s. Caminhe também pela Kärntnerstrasse, uma rua recheada de boas lojas. Se for pela manhã, pare em um dos grandes cafés, pontualmente às 11 horas, para apreciar o ritual do café. Se for à noite, vá jantar em uma taverna e aprecie os bons vinhos austríacos, pouco conhecidos dos brasileiros, infelizmente.

Dia 5 Viena – Bratislava – 50 km
Aluguel de carro Viena – Bratislava – 50 km
Levante cedo para aproveitar o dia. Tome um farto café da manhã para cair na estrada. Quando se viaja de carro, cruzar a fronteira de um novo país já é uma motivação a mais, o novo está por vir. A Eslováquia é o próximo país a ser desbravado no Leste Europeu. Separado da República Tcheca desde 1993, tem como capital a cidade de Bratislava. Ao cruzar a fronteira da Eslováquia, não esqueça de comprar uma vinheta, é o pedágio, a versão que pode ser usada também na República Tcheca durante uma semana sai por 18 euros. Basta colar o adesivo no vidro e seguir viagem. Perceba também que não há controle nas fronteiras, tudo é muito tranqüilo para quem está desbravando o Leste Europeu e conhecendo vários países.
Ainda falando das estradas é importante dizer que são muito boas na Eslováquia e a velocidade máxima é 130 km/h. Mas preste atenção nas atrações pelo caminho, á lindos campos de girassóis, boas lojas de artesanatos e restaurantes onde se come bem por muito pouco. Bratislava, a capital jovem da Eslováquia sofreu uma transformação do pós-guerra e, com os prédios da era comunista, ganhou um ambiente agradável e relaxante. No fim do dia, na área restrita aos carros, a cidade parece se reunir em torno de uma boa xícara de café ou um cálice de vinho.
Não deixe de percorrer o centro da cidade a pé, com paradas para admirar as construções barrocas, é subir na Michalská veza, a torre de São Michel. Esta parte da cidade pode ser conhecida em duas horas. Há uma boa quantidade de restaurantes e cafés na parte antiga. Escolha um para uma refeição completa ou para apenas um lanche rápido. Fique atento apenas aos pratos, mesmo os que carregam nomes conhecidos, como uma salada caesar, são diferentes. Um tour completo pela capital eslovaca deve incluir ainda a catedral de St. Martin’s. Se sobrar tempo e estiver disposto a caminhar, siga até o castelo, são 20 minutos. Mas não espere nada de muito suntuoso. Vale mais a pena conhecer a ponte retro-futurística da cidade, de onde se tem uma vista fantástica. Bratislava pode ser também o lugar ideal para escolher uma hospedagem diferenciada. Veja por exemplo o Hotel Arcádia, situado em um prédio do século 13, usado para abrigar os primeiros protestantes. A vantagem está em ficar na área central da cidade. Nos arredores também existem opções de hospedagem muito atraentes. Veja Nota

Dia 6 Bratislava- Györ – Budapeste – 200 km
Aluguel de carro Bratislava- Györ – Budapeste – 200 km
A proposta hoje é seguir em direção à Hungria, o destino é Budapeste, mas antes, vamos fazer uma parada no caminho e conhecer a segunda cidade mais rica em prédios históricos, premiada pelos critérios de preservação do patrimônio e pela tecnologia usada para a reconstrução do centro barroco, Györ. Igrejas, palácios, museus tudo convida o visitante a caminhar pelas ruas do centro e admirar a riqueza. Os monumentos na parte central e nos arredores testemunham os 1.000 anos de história cristã dão país.
Além de tudo isso, Györ é palco de festivais de arte o ano inteiro. As águas medicinais e a natureza exuberante também chamam a atenção nesta cidade. Muitos a procuram para curtir as termas, uma vez que as águas da cidade são citadas como benéficas desde a Idade Média. Especialmente para os que sofrem de problemas nas articulações, musculares e inflamações.

Dia 7 Budapeste
Aluguel de carro Budapeste 
Depois de uma agradável parada, seguimos para Budapeste e a primeira providência, antes de estacionar o carro é, fugir dos clichês que está acostumado a ouvir acerca da capital da Hungria. Chamá-la de pequena Paris do Leste Europeu é deturpar ou no mínimo reduzir o seu esplendor. É como Paris, quem conhece sabe que é bem mais que Cidade-Luz. Permita-se apaixonar por Budapeste, e ir bem além dos seus monumentos de mais de mil anos de história. O charme começa na divisão em dois lados, Buda e Peste, você vai ver que a cidade tem realmente duas faces distintas, uma em cada margem do rio Danúbio.
Buda oferece ruas medievais, casas, museus e ruínas romanas. Já Peste é mais dinâmica, possui o maior Parlamento da Europa, oferece espaço para longas caminhadas às margens do rio e mais, mercados de pulga, livrarias, lojas de antiguidades e cafés cheios de charme. O sentimento de que a cidade é diferente de tudo que vimos nos leva a querer conhecê-la em detalhes. É assim com turistas do mundo inteiro. Nos dias que vai passar na cidade, não deixe de caminhar pela região central com um mapa na mão, mesmo quem se perde em Budapeste, não erra, encontra maravilhas. Para uma parada para compras luxuosas, vale a pena conhecer o shopping Váci utca, um capucino e uma deliciosa torta de maçã podem ser saboreados na histórica cafeteria Gerbeaud. Para apreciar os museus da cidade, duas sugestões bem distintas, uma delas o Budapesti Történeti Múzeum, também conhecido como museu castelo, pois oferece ao visitante a mais perfeita sensação do que foi Buda em plena era medieval. O museu tem indicações em inglês, mas pegue o tour guiado para conhecer melhor a história da construção e destruição do prédio. Outra sugestão de museu imperdível é o Iparmúveszeti Muzeum (www.imm.hu), instalado em um prédio erguido pelo mesmo arquiteto que fez a prefeitura, um mestre na arte de combinar elementos húngaros com Art Noveau. Mostras permanentes trazem sempre o melhor da arte decorativa de toda a Europa. Veja Nota

Onde se hospedar
Há bons hotéis tanto do lado de Buda, quanto de Peste, embora Buda pareça um pouco mais verde, fica bem localizado quem se hospeda em qualquer uma das margens, pois basta atravessar a ponte. Uma sugestão em Buda pode ser o Hilton Budapeste, situado no bairro do Castelo, bem no coração medieval, e tido com um das mais clássicas opções de hospedagem. Este hotel foi fundado em 1977 e incorporou parte das ruínas de uma igreja dominicana, do século 13, e a fachada de um colégio jesuíta datado do século 17. As ruínas do antigo colégio compõem hoje a entrada do hotel. Outras boas opções em Peste podem ser o Four Seasons Hotel Gresham Palace e o Kempinski Hotel Corvinus. Em quase todos, é possível encontrar diárias entre 200 e 250 euros para casal o que, considerando o perfil desses estabelecimentos, é bem mais em conta que o valor cobrado por similares em outras capitais européias. Ao longo desta viagem, é possível perceber que, apesar dos fortes investimentos para receber turistas e do fluxo de pessoas do mundo inteiro, viajar pelo Leste Europeu ainda é mais barato. Além destes hotéis cinco estrelas, há dezenas de outras boas sugestões na faixa dos 100 euros por dia.

Bons cafés
Depois da viagem, o melhor talvez seja reservar o primeiro dia em Budapeste para conhecer apenas os arredores e entrar no clima da cidade. Há bons cafés que podem ajudar nesta tarefa. Um deles é o Café Pierrot (www.pierrot.hu) com ambiente intimista e excelente cozinha. Se for mais ao fim da tarde, pode contar que um pianista começará a tocar a partir das 18h. É assim todos os dias. Programe-se para gastar em média de 30 a 35 euros, com vinho incluído. Outra alternativa é o Café Panorama, delicioso.

Dia 8 Budapeste – Visegrad – Budapeste – 90 km
Aluguel de carro Budapeste – Visegrad – Budapeste – 90 km
No Leste Europeu a dificuldade pode estar na pronúncia do nome dos lugares, então vamos lá: hoje vamos conhecer Vee-sheh-grod! São apenas 45 km e o mais interessante, e quase inacreditável, é que nesta cidade os romanos ergueram um forte que permaneceu intacto até o século 10, virou ruína só depois da invasão dos mongóis. Outra atração é um castelo real, residência do rei Charles Robert. Que tal aproveitar o passeio para conhecer um restaurante de autêntica comida medieval. No Renaissance, a decoração e a música remetem à Idade Média, mas tudo fica ainda mais evidente quando chegam os pratos, deliciosos, e servidos em louças de barro. Prepare-se para saborear as iguarias com colher de pau. Sim, naqueles tempos não havia metal. Se estiver viajando nos meses de julho e agosto, programe-se para ir a este restaurante numa noite de quinta, quando acontece o Banquete Real, com direito a duelo de cavaleiros e tudo mais.

Dia 9 e 10 Budapeste – Cracóvia (dia todo de viagens – 6/7 horas de viagem) – 400 km
Aluguel de carro Budapeste – Cracóvia (dia todo de viagens – 6/7 horas de viagem) – 400 km
É hora mais uma vez de cruzar fronteiras, desta vez o destino é a Polônia. Mais especificamente Cracóvia, uma cidade que escapou dos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial – pois virou sede do governo Nazista – e hoje se rivaliza com Praga em termos de cidade mais bonita da Europa. Tire suas próprias conclusões. O fato é que a cidade ostenta uma praça central enorme, a Rynek Gówny, belíssima, assim como charmosas ruas nos arredores. Tudo isso aliado a uma boa infra-estrutura para o visitante fazem de Cracóvia um destino muito interessante. Não é à toa que é também o mais visitado, quanto se trata de turismo doméstico.
O melhor a fazer na hora de conhecer a cidade é dividi-la em três partes e reservar pelo menos um período do dia para conhecer cada uma, a parte antiga, o Castelo Wawel e a Cracóvia judaica, incluindo o gueto. Se for começar pelo castelo, vai ver que é bonito, originalmente foi erguido no século 10, mas o principal valor é simbólico. A construção representa para o povo polonês a sobrevivência da nação e por sorte não foi atingido pelas bombas no fim do conflito mundial nos anos 40. Bem ao lado estão a Catedral, as tumbas reais e o museu da catedral. Na parte antiga da cidade, além da praça apaixonante, há outros destaques como a catedral de St. Mary’s. Dependendo da hora em que estiver nas imediações vai ouvir um som solitário do trompete. Um músico toca todos os dias, lembrando a invasão sofrida pelo país no século 13, pois diz a lenda que, naquela ocasião, uma pessoa tocava trompete para chamar os moradores para lutar pelo país. A tradição permaneceu e emociona o turista. Observe também a torre da prefeitura, é enorme, e representa a única parte que sobrou da antiga construção. Lá hoje está instalado o escritório de turismo, com informações para os visitantes. Suba e aprecie a vista da cidade. Para entender mais sobre o que aconteceu com os judeus que viviam na Polônia nos tempos da guerra, visite o Kazimierz, antigo bairro judaico. Eles viviam ali desde o século 14, mas com o nazismo mais de 60 mil foram mortos de fome ou de cansaço. Não há um roteiro para visitar o bairro, mas vale a pena incluir na caminhada uma passada pelo Museu Galícia ou pelo cemitério do século 19, capaz de dar um testemunho do tamanho da comunidade judaica que ali existia.

Onde ficar
A maior parte dos hotéis em Cracóvia fica nos arredores da cidade. Um dos mais sofisticados é o Amadeus, moderno e muito fiel à proposta de reconstruir um ambiente do século 18. Dizem os especialistas que a fidelidade é tão grande que até Mozart se sentiria em casa por ali. Outro hotel muito conhecido é o Floryan, graças mais à localização, bem na rota real, do que à estrutura.

Mais sobre o nazismo
Aqueles que se interessarem em conhecer mais a história do Nazimo podem sair de carro por 90 minutos em direção ao Oeste e conhecer e o mais famoso campo de concentração daquele período, Auschwitz. É realmente impressionante, em especial para quem nunca fez um tour deste tipo. Auschwitz começou a receber prisioneiros poloneses em junho de 1940, depois vieram os soviéticos, os ciganos e pessoas de todas as nacionalidades. Dois anos depois, o campo já ostentava o absurdo título de ser o que mais assassinatos em massa cometia. Hoje, gerido por uma fundação, recebe turistas do mundo inteiro. Informações www.auschwitz.org.pl

Dia 11 Cracóvia – Katowice – 80 km
Aluguel de carro Cracóvia – Katowice – 80 km
Ainda na Polônia há muito por ver. Incluindo Katowice e Wroclaw. Com um ritmo de desenvolvimento econômico acelerado, hoje é uma cidade industrial, mas reserva boas surpresas aos visitantes. Quase todas na área central, com arquitetura barroca e construções neo-góticas, registros de uma cidade que pertenceu a muitos povos e hoje garante o convívio pacífico de prédios históricos e arranha-céus. Entre os mais antigos, os destaques são, sem dúvida, a catedral, a igreja de St. Stephen, o monumento dos Silesianos Insurgentes e a biblioteca silesiana. Katowice também se destaca pela intensa vida acadêmica e cultural, muitos artistas passam a viver ali em busca de alimento para a arte e para os estudos. Para quem visita, o bom é que isso faz com que a cidade tenha uma agenda cultural intensa, com festivais, concertos musicais ao longo do ano todo. Para mergulhar um pouco mais neste espírito, as agências locais oferecem passeios a pé que ajudam a entender como a cidade se transformou ao longo dos anos, passando de um pequeno vilarejo ao que é hoje. Reserve pelo menos duas horas para um passeio deste tipo.

Dia 12 Katowice – Wroclaw – 200 km
Aluguel de carro Katowice – Wroclaw – 200 km
O Leste Europeu é mesmo fascinante, algumas cidades foram destruídas com a guerra, viveram um enorme período de estagnação com o comunismo e agora florescem com a abertura das fronteiras ao turismo. Este é o caso de Wrolaw, bem na fronteira da Polônia com a Alemanha, e com ares mais germânicos do que se pode imaginar. A cidade vem recebendo investimentos maciços, inclusive do governo japonês, e acaba de passar por uma reformulação da área compreendida pelas margens do rio, na parte central. Uma boa notícia uma vez que Wroclaw é conhecida pela enorme quantidade de pontes que possui, dizem que nenhuma cidade na Europa é capaz de superar esta marca.
Em poucas horas, pode-se ver as principais atrações. Comece pela área central, onde estão a prefeitura e a principal praça. Observe em Rynek as mais charmosas fachadas barrocas e renascentistas, visite a igreja de Santa Elizabeth e suba no alto da torre (se tiver coragem e pernas!). São 90 metros de altura, algo como 30 andares de um prédio. Confira também a Igreja de Maria Madalena.

Nos arredores
Se sobrar tempo para um passeio pelos arredores vá ver as montanhas Sudeten, que fazem fronteira com a República Tcheca. Ali ficam os resorts de inverno, inclusive com estações de esqui, e de verão. Os picos mais altos atingem 1.600 metros de altitude e quase toda a área é englobada pelo Karkonosze National Park.

Pratos típicos
A estada em Wroclaw pode ser ideal para experimentar a típica comida polonesa. Quem gosta de pratos picantes, como carnes e cogumelos vai se deliciar. O Karczma Lwawska, nos arredores da cidade, funciona todos os dias das 11 da manhã às 11 da noite, com bons ambientes para o verão, um belo terraço, e para o inverno, uma acolhedora taverna. Se quiser apenas um drinque à noite, não existem muitas opções. Uma simpática é Graciarnia, com ambiente silencioso e atendentes bem simpáticos.

Dia 13 e 14 Wroclaw – Praga – 270 km
Aluguel de carro Wroclaw – Praga – 270 km
Vamos deixar a Polônia hoje em direção ao penúltimo país a ser visitado antes de retornarmos à Alemanha. Passaremos rapidamente ainda pela Áustria. Mas hoje o destino é Praga, a capital Tcheca, que reúne em mil anos de história uma enorme riqueza, cultural e arquitetônica, e dezenas de conflitos políticos e religiosos. Mas uma coisa é certa, quem visita esta cidade fica realmente encantado com a beleza.
A melhor maneira de conhecer a parte antiga da cidade é caminhando. Nada de mapas, o bom é se perder literalmente, descobrindo os encantos da cidade. Poucos municípios concentram tantas atrações em uma área tão pequena. Não hesite em parar nos cafés, lojas de antiguidades ou seguir para Charles Bridge, onde se diariamente estão músicos, artista de rua e floristas. Ali, a ordem é pedir paz e amor.
Se você aprecia arquitetura, vai adorar também andar pelas ruas estreitas e contemplar exemplos românticos, renascentistas, barrocos, Art Noveau e cubistas. Para explorar os museus, galerias de arte e castelos, vale a pena pensar em comprar o Prague Card, que permite visitar, ao longo de três dias, as 40 mais famosas atrações da cidade, incluindo o castelo.

Com as crianças
Viagens com as crianças são deliciosas, mas requerem planejamento. Inclua na estada em Praga uma visita ao Museu do Brinquedo (Museum hracek), situado no complexo do castelo. Os adultos ficam com um gosto de nostalgia durante a visita, pois o museu apresenta a segunda maior exposição de brinquedos do mundo, você pode achar tudo que imaginar e voltar no tempo. Crianças maiores costumam ficar fascinadas com o Planetarium (adultos idem) com as principais constelações em destaque.

Dica de hospedagem
Desde a queda do comunismo, a rede de hospedagem de Praga melhorou e muito. Hoje é possível ficar em hotéis de altíssimo padrão, pertencentes às grandes redes, ou escolher outros estabelecimentos renovados. Muitas propriedades foram reconstruídas e ganharam mais conforto. As melhores localizações são Hradcany, um pouco mais cara, Malá Strana, mais sossegada, ou Staré Mesto, no coração da cidade, certamente a opção mais agitada.

Dia 15 Praga – Karlovy Vary – Pilsen – Cesky Krumlov (dia todo de viagem) – 460 km
Aluguel de carro Praga – Karlovy Vary – Pilsen – Cesky Krumlov (dia todo de viagem) – 460 km
A proposta para hoje é partir de Praga em direção a Cesky Krumlov, será um dia inteiro de viagem, passando por lugares belíssimos e perfeitos para um bom almoço, compras e visitas à parte histórica. É só escolher.

Plzen
O destino, no dia de hoje, é Karlovy Vary, mas vamos fazer uma parada especial: Plzen. Diga para você mesmo: seja bem vindo à terra da cerveja! E isso não é lugar comum, basta olhar o nome da cidade Pilsen? Sim, não é brincadeira, há mais de 400 anos um grupo de homens formou a primeira associação de bebedores de cerveja pilsen e ainda hoje a bebida talvez seja a única razão de tantos visitantes seguirem para esta cidade industrial.
Em Plzen é possível fazer passeios guiados para aprender mais sobre o processo de produção da cerveja e experimentar marcas como a Urquell e a Gambrinus, entre as mais consumidas na República Tcheca. No tour Plzenské Pivovary, os visitantes passam uma hora na fábrica e assistem a um filme de 15 minutos. O preço do ingresso inclui degustação. Se ainda tiver vontade de aprender mais, vá ao museu da cerveja, situado em uma casa do século 15 e sacie sua sede de conhecimentos. Quase tudo está em inglês. Ao final, todos ganham uma moeda que dá direito a um copo de 300 ml de cerveja. Além disso, vale a pena caminhar pelo centro da cidade, embora grande parte do que havia foi destruído pela Guerra e não foi reconstruído. Veja a catedral de São Bartolomeu, a mais alta do país e o belo altar de Nossa Senhora. A Grande Sinagoga também é interessante, erguida no século 19, é considerada a terceira maior do mundo e foi recentemente restaurada.

Karlovy Vary
São precisos mais 80 km para ir de Plzen até Karlovy Vary. Ainda hoje milhares de pessoas todos os anos visitam a cidade em busca dos spas e das águas tidas como medicinais. Por isso, o ponto de partida para conhecê-la pode ser o Hotel Thermal, na parte antiga da cidade (a parte nova nem merece ser visitada). Não deixe de ver a piscina pública, um terraço que oferece uma bela vista da cidade e o teatro, onde acontecem vários festivais de cinema.
A cidade também é ideal para comprar cristais, há diversas lojas ao longo da Stará Louka. Aliás, a primeira loja de cristais foi fundada em 1857 por Ludvik Moser, nada menos que hoje o maior nome em cristais. Se quiser conhecer melhor a história do cristal em Karlovy Vary visite a fábrica Moser, com um museu, ou vá direto às compras na loja Moser. Ou em qualquer outra, são dezenas, espalhadas por toda parte e com artigos a excelente preço. Vai dar vontade de comprar de tudo. À noite, chegada a Cesky Krumlov, hospedagem no hotel e jantar. Há algumas opções de hotéis, como o Konvice, nos arredores da cidade, com quartos não muito amplos e móveis rústicos, mas uma vista fabulosa. Não deixe de pedir um apartamento com a vista para os fundos, o rio e o castelo vão tomar conta da paisagem. As diárias variam em torno de 100 euros para casal. É possível ficar também no Hotel Ruze, aquele que foi uma antiga casa de estudantes dos Jesuítas, mas a promessa de uma hospedagem suntuosa deixa a desejar. O hotel oferece piscina e health club.
Para jantar, uma boa dica para experimentar a comida tcheca da cidade e conhecer o espírito dos moradores, vá ao Hospoda Na louzi (Kájobská 66). A casa oferece grandes mesas de madeira, de uso comunitário, o que incentiva a integração com os vizinhos. Se estiver cheio, tome um drinque e aguarde. Não vai se arrepender a comida é acima da média. Preste atenção no horário. O restaurante funciona de 10h as 23h, todos os dias, mas aos domingos fecha uma hora mais cedo.

Dia 16 e 17 Cesky Krumlov
Aluguel de carro Cesky Krumlov
Dizem os profundos conhecedores da República Tcheca que, se uma pessoa tem apenas a opção de escolher uma cidade em sua passagem pelo país, deve escolher Cesky Krumlov. Tombada pela UNESCO em 1992 não só pela herança histórica, mas também pela beleza natural, Cesky Krumlov poderia muito bem ser definida como uma galeria da era renascentista, com charmosos cafés, lojas, bares e restaurantes. Se quiser se orientar, procure o centro de turismo de Cesky Krumlov para pegar um mapa e conhecer as principais atrações. A pé ou de bicicleta, alugue uma se quiser pedalar. Os centros de turismo em praticamente todas as cidades da República Tcheca, Eslováquia, Hungria e Áustria são muito bons, oferecem informação de qualidade ao turista e em vários idiomas.

Castelo de Viena
Considerado o segundo maior da Bohemia (depois do de Praga), o castelo da cidade foi construído no século 13 como parte de uma propriedade privada. Passou pelas mãos de várias famílias e hoje está aberto ao turismo, apenas de abril a outubro. Os tours são guiados e encerram-se às 18h, mas é preciso chegar pelo menos uma hora antes de fechar.

Dependendo da época do ano, os dias em Cesky Krumlov podem ser movimentados, com apresentações de ópera ao ar livre e encenações medievais. Uma tarde pelo menos precisa ser reservada para as compras, as lojas da cidade oferecem uma infinidade em artesanato de vidro, principalmente. Nas adegas, vinhos de excelente qualidade. Tantas atrações às vezes fazem a cidade ferver de turistas, principalmente nos fins de semana, mas isso não se torna inconveniente.

A história de Cesky Krumlov
Se quiser conhecer a história da cidade vá até o Museu Okresní, ali, em um prédio já foi um seminário jesuíta, está um pouco dos mil anos de história da cidade. Só preste atenção nos períodos de funcionamento, apenas de maio a setembro. Não deixe de observar do outro lado da rua uma antiga casa de estudantes jesuítas hoje transformada em hotel, o Ruze Hotel. Os visitantes são bem vindos para contemplar esta construção que mistura diversos estilos arquitetônicos, gótico, renascentista e rococó.

Em Cesky Krumlov é possível ainda conhecer o Museu de Cera, bem interessante, e o da Tortura, só para quem tem estômago para verificar as práticas medievais. Outra dica é alugar um barco para passeios.
Aqueles que procuram sugestões de passeios nos arredores, a dica é seguir para o Sul e visitar Lipno, um reservatório que fica na parte alta do rio Vitava, em plena floresta da Bohemia, tem mais de 40 km e atrai turistas em busca de diversão o ano todo. Ou ainda Frymburg ou Rozberg, dois vilarejos muito charmosos.

Dia 18 Cesky – Linz – 80 km
Aluguel de carro Cesky – Linz – 80 km
Esta é a última cidade da Áustria nesta viagem, em breve, cruzaremos a fronteira da Alemanha e começaremos a rumar para Munique, a última parada, antes do retorno ao Brasil. Linz é cheia de história, foi sede de um castelo romano no século 1 e, depois, disputada por vários povos graças à localização estratégica, debruçada sobre o rio Danúbio.
Hoje, é uma cidade culturalmente rica, mas não se rivaliza com Viena ou Salzburgo. Tem seu próprio charme, tanto assim que foi incluída em inúmeras composições. Mozart dedicou uma sinfonia à cidade, Beethoven escreveu a sua Oitava Sinfonia em Linz e Schubert descrevia sempre com prazer as férias que passava no município. Outro ilustre a citar Linz foi Goethe, ele viveu o romance com sua amada na cidade e dedicou muitos dos seus poemas às belas garotas de Linz.

Capital Européia de Cultura 2009
Linz será a capital européia de Cultura 2009 e as celebrações já começam na virada do ano, com uma grandiosa queima de fogo, e prosseguem ao longo do novo ano com um calendário repleto de eventos. Para quem está de passagem pela cidade, um prato cheio. Mais informações em www.linz09.at

Durante os dias na cidade, se não houver muito tempo disponível vá direto ao assunto. Há dois lugares que merecem ser vistos em Linz, a praça central, onde ficava o mercado, Hauptplatz, e hoje está entre as mais belas da Europa, e a abadia de St. Florian apontada como belo exemplo de arquitetura barroca. A construção foi feita sobre o túmulo do santo, morto afogado e sagrado como protetor dos lares contra fogo e inundação.

Antiguidades
Apaixonados por objetos antigos vão adorar conhecer Linz porque a cidade é repleta de antiquários. Dá para agregar pelo menos algumas peças à coleção. Os leilões, realizados regularmente na cidade, também são oportunidade para comprar relíquias de família a preços muito bons. A cidade, no entanto, não vive só de peças antigas, há lojas de grifes famosas e fazer compras também é um programa atraente, principalmente se for na Landstrasse, onde estão as melhores boutiques.

Dia 19 Linz – Passau – Regensburg – 240 km
Aluguel de carro Linz – Passau – Regensburg – 240 km
Passau
Hoje vamos seguir viagem em direção à Alemanha e conhecer uma cidade que durante os 40 anos da República Democrática Alemã (RDA) ficou perdida, mas com a reunificação ganhou vida nova. Passau chama a atenção pela harmonia, fica na confluência do rio Danúbio com dois de seus afluentes, Ilz e Inn, e oferece uma série de atrações. Uma delas é o Veste Oberhaus um forte episcopal que se debruça sobre o rio e a cidade. Do alto, é possível observar a cidade e constatar que a arquitetura local está mais para o estilo do Norte da Itália e dos Alpes do que para o que encontramos nas cidades mais ao Norte da própria Alemanha. Ainda na parte central de Passau, vale a pena ainda conhecer a catedral, o mercado ao ar livre e a prefeitura, onde duas vezes por dia acontece a apresentação de música mecânica. Residentes e turistas param para assistir.

Onde comer e apreciar a história
O Blauer Bock está entre os mais recomendados restaurantes de Passau, fica bem no coração da cidade, em um prédio construído em 1374, um dos mais antigos da cidade. O ambiente interno, todo em madeira, é extremamente acolhedor, mas no verão o charme está em sentar no terraço, com 250 lugares, e vista privilegiada do rio Danúbio. Os pratos são simples e honestos, peça uma das boas cervejas locais e brinde o retorno ao território alemão. Bons bebedores de cerveja também costumam apreciar o restaurante Peschl Terrasse, famoso por saber combinar muito bem a oferta de pratos com a bebida. A casa pertence à mesma família desde 1855, experimente sugestões típicas da Alemanha, como chucrute, goulash e outros.
Pegue a estrada de novo para aproveitar as autopistas alemãs. De Passau a Regensburg, sua próxima parada, são apenas 114 km. Você vai lamentar a curta distância. Observe sempre o alerta de velocidade, quando a placa que indica o limite aparecer cortada, isso quer dizer que não há limite. Mas a atenção deve ser grande em todo percurso porque os limites máximos são alterados eletronicamente em função do tempo e de obras na pista. Regensburg, outra cidade charmosa situada às margens do rio Danúbio. Escapou praticamente ilesa dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e é chamada, carinhosamente, de cidade das igrejas. A mais impressionante é a catedral de São Pedro em estilo gótico. Mas não deixe de visitar as demais, na Alemanha, as igrejas são movimentadas, há sempre celebrações, folhetos e fotos que ajudam a conhecer a história e um entra e sai de pessoas. Velas acesas ao longo do dia todo demonstram a fé e a participação intensa dos fiéis.
Aqui o charme está em estacionar o carro na beira do rio e curtir a região central. Verifique a área de estacionamento e compre os tíquetes pelo período necessário. A fiscalização é intensa. Como nas principais cidades da Alemanha, as principais lojas estão sempre presentes e fazer compras é uma delícia. Não deixe de entrar em uma das lojas de chá e comprar misturas deliciosas para levar para casa, a cada xícara preparada, mesmo meses depois, vai se sentir de novo em Regensburg. Para levar outras boas recordações, caminhe pelas pontes e aprecie a paisagem com o Danúbio ao fundo, em especial no fim de tarde. Se for inverno, a neve cobre as margens e deixa tudo ainda mais lindo.

De barco
Para um programa diferente, a cidade oferece passeios de barco pelo rio Danúbio e os dois afluentes. O tour leva até Viena em 45 minutos de viagem. Algumas pessoas vão de barco e voltam de trem apenas para curtir a experiência.

Dia 20 Regensburg – Munique – 130 km
Aluguel de carro Regensburg – Munique – 130 km
A viagem está chegando ao fim, mais 122 km e chegaremos a Munique para embarque de volta ao Brasil. Programe para sair cedo de Regensburg e ainda curtir um último dia em Munique, caminhando pela Marianplatz, parando para assistir a apresentação de música mecânica ao lado da horda de turistas em frente à nova prefeitura ou até mesmo fazendo uma última visita a uma cervejaria da Bavária. A região vai deixar saudades, a esta altura você já sabe disso. Quem quiser estender a permanência em território alemão, pode programar o retorno ao Brasil a partir de Frankfurt. Assim, pode seguir de carro e cruzar pouco mais de 500 km, o que não é nada quando se fala de excelentes auto-estradas, com uma parada deliciosa: Nuremberg a 169 km de Munique.
A cidade completou 900 anos, em 1950, quando a Segunda Guerra Mundial ainda era algo recente e os sinais de devastação, tão evidentes quando em Dresden, que nem conseguiu ser integralmente reconstruída. Mas Nuremberg deu a volta por cima e hoje esbanja vitalidade e prosperidade. Os turistas são muito bem recebidos.

A salsicha da terra
Nuremberg tem uma salsicha que leva o seu próprio nome e é deliciosa. Saboreie nas barracas situadas nas ruas, não se acanhe. Vai ver que homens e mulheres de negócios saem dos escritórios, por volta do meio-dia, e devoram sanduíches de pão, salsicha Nuremberg e muita mostarda. É uma delícia. Para experimentar a iguaria de maneira um pouco mais sofisticada, vá almoçar ou jantar no Historische Bratwurst-Glöcklein, ali, serve-se uma salsicha Nuremberg com chucrute e batatas cozidas.

Palácio de Justiça
Interessados na história da Segunda Guerra Mundial podem visitar o Palácio da Justiça e conhecer a sala onde aconteceu o julgamento de Nuremberg em 1946. Ali foram julgados os crimes de guerra. A visita é gratuita e guiada em inglês.

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