24 maio 2018

Roteiro | África do Sul: Sun City e Krueger Park

A rota a seguir, feita em oito dias com um carro alugado, percorre a África do cinema, do inconsciente coletivo, dos safáris e finais de tarde esplendorosos. 

A rota a seguir, feita em oito dias com um carro alugado, percorre a África do cinema, do inconsciente coletivo, dos safáris e finais de tarde esplendorosos. A viagem – de preferência alugue um carro com câmbio automático e ar condicionado, tanto para facilitar o dirigir pela mão inglesa como para combater o calor – começa nas cidades de Johanesburgo e Pretória. Depois, segue para Sun City, um dos maiores complexos hoteleiros do mundo e espécie de parque temático com atrações para todas as idades. Em seguida, você poderá partir para uma região de imensos cânions, vales e cachoeiras e chegar no Kruger National Park, maior reserva natural do país. Prepare o chapéu, o traje cáqui e pé na estrada!

Dia 1 Johanesburgo / Pretória – 60km
A maior cidade sul-africana tem na cultura e nos mercados suas maiores atrações:

Atrações em Johanesburgo

Um dos bairros mais procurados pelos turistas em Johanesburgo é Hillbrow, região antiga da cidade que concentra bares, restaurantes e casas noturnas. O Theatre Complex (Bree Street) é outra atração famosa, com teatros, galerias de artes, cafés e restaurantes. Em frente, fica o MuseuMAfrica, sobre a cidade. Se você procura diversão, vá para Gold Reef City, parque temático ao sul da cidade que reproduz a vida no país durante o auge da corrida do ouro, no século 19. Em tempo: para passear na cidade, procure sair em passeios organizados. Veja em www.goldreefcity.co.za .

No entanto, é aconselhável fazer passeios com guias ou somente os indicados pelo hotel, para evitar problemas de segurança. Ou, ainda melhor, pegar seu carro de aluguel e seguir para Pretória, a capital do país, que recebeu há alguns anos um novo nome oficial, Tshwane (que quer dizer “somos todos iguais”). O caminho entre as duas cidades, de apenas 60 quilômetros pela estrada N1, é adornado pelos jacarandás. Essas grandes árvores foram trazidas do Rio de Janeiro no século 19 e florescem no mês de outubro. Pretória é uma cidade de belos jardins, praças e parques. O National Zoological Gardens é uma atração imperdível: trata-se de um dos melhores zoos do mundo.

Dia 2 Pretória / Sun City – 140km
Aberto em 1979, o Sun City foi pioneiro no mundo e permanece único em seu estilo. Trata-se de um conjunto de hotéis, cassino, teatros, lojas, restaurantes, parques e atrações para crianças e adultos. Na imensa área verde, antigamente desértica, não falta nada: do campo de golfe à piscina/praia com ondas de dois metros (artificiais), o Sun City tem para agradar todo mundo. A cereja do bolo é o Palace of the Lost City, luxuoso hotel de 350 quartos em forma de castelo mourisco, auto-denominado “único seis estrelas do mundo” (para não competir, Dubai divulga que tem dois hotéis “sete estrelas”). Ao norte do complexo está o Pilanesberg National Park.

Pilanesberg National Park

Fechado por colinas, esse parque foi especialmente criado para contemplação dos hóspedes de Sun City. E não faz feio: foram introduzidos aqui 6 000 mamíferos, entre eles elefantes, leopardos, rinocerontes, zebras, hipopótamos e leões. Há alojamentos em cabanas dentro do parque. De acordo com as condições do vento, é possível fazer aqui um safári muito especial: a bordo de um balão de ar quente, que sobrevoa silenciosamente os animais.

Dia 3 Sun City / Sabie / Pilgrim´s Rest – 400km
Saia de Sun City e dirija pela N4, na direção da divisa com Moçambique e, antes dela, do Kruger National Park, o mais importante do país. Mas, ao longo do caminho ficam também outras paisagens tão ou mais fantásticas que o parque. A começar por Sabie, cidadezinha cercada de florestas onde começa a Panorama Route, ou estrada R534. Como o nome já diz, é uma rodovia panorâmica, considerada por muitos a mais bela do país. Ela passa pelas cachoeiras de cadeia de Drakensberg, cerca de 100 quilômetros com sete grandes quedas (a maior delas é a Lisbon Falls, com queda de 90 metros). A vista mais fotografada é a de God’s Window. A sequência de vales é tão extensa que, em dias claros, dá para enxergar partes de Moçambique. No meio da Panorama Route está a pitoresca cidade histórica de Pilgrim’s Rest. Com resquícios da corrida do ouro do século 19 cuidadosamente preservados, a cidade é uma viagem no tempo.
Dia 4 Blyde River Canion – 200km
A vontade é acelerar e chegar logo ao Kruger Park, mas vale a pena conter a ansiedade e parar no Blyde River Canyon antes. Sequência da Panorama Route, ele é um conjunto de vistas de tirar o fôlego – e aqui se encontra também uma grande variedade de animais (todos os tipos de primatas de África do Sul, por exemplo, vivem aqui). Um trajeto circular grande, de 300 quilômetros, passa pelas melhores vistas do cânion. Dele é possível ter uma boa noção do desfiladeiro de 20 quilômetros de comprimento e chegar a Bourke’s Luck, um curioso conjunto de pedras lavradas pelo vento e pelas águas.
Dia 5 Reservas particulares / Kruger – 200km
Um pouquinho antes de chegar no Kruger, você passará por uma região de reservas particulares onde estão alguns dos lodges mais luxuosos de toda a África. Os três maiores santuários particulares são o Timbavati e o Sabie Sand que circundam o Kruger ficam em reservas particulares e oferecem serviços e áreas luxuosos. Em todos, além dos passeios com guias, o churrasco noturno, chamado braai, ao redor de um fogueira, é tradicionalíssimo. Na reserva de Sabie Sand, estão os lodges Idube (www.idube.com, com chuveiros privativos ao ar livre e decks para assistir aos animais), Sabi Sabi (www.sabisabi.com, um dos mais premiados do mundo, superluxuoso) e o Singita (www.singita.co.za, famoso pela gastronomia e pelos vinhos). Na reserva de Timbavati, os mais luxuosos são o Ngala (www.ngalalodge.com, numa antiga mansão colonial) e o Tunda Tula, colado no Kruger. Aqui, os safáris (fotográficos, claro) são quase exclusivos. Para isso, paga-se bem – a diária nos lodges custa pelo menos US$ 500 por pessoa.

Dia 6 a 8 Kruger National Park – Km livre
O Kruger National Park é o maior da África do Sul, com 20 mil quilômetros quadrados de área e um número espantoso de animais Veja Nota

Animais no Kruger

Impossível passear pelo Kruger e não encontrar uma grande variedade de animais. Aqui vivem cerca de 1500 leões, 7500 elefantes, 1000 leopardos (os mais raros de serem avistados, pois preferem a copa das árvores e são arredios), 25 mil búfalos, 30 mil zebras, 5 000 girafas e outros nem tão aguardados assim, como as cobras de cerca de 100 espécies diferentes e as aranhas de 5 000 espécies (quase todas inofensivas). E milhares e milhares de mosquitos. É bom se prevenir contra a malária antes de chegar no parque. Informe-se com seu agente de viagens no Brasil ou nas farmácias em toda África do Sul sobre medicamentos preventivos.

É a autêntica e idílica experiência africana. Localizado entre os rios Crocodile, no sul, e Limpopo, no norte, ele é dividido em áreas diferentes, que podem ser exploradas em dois ou mais dias – há várias opções de hospedagem em cabanas dentro do próprio Kruger. No norte, ficam imensos baobás e manadas de elefantes e búfalos. Ao longo do rio Shingwedzi, no sul, vivem leopardos, búfalos e elefantes. Também no sul do parque está o rio Letaba, um dos campos mais belos de todo o parque, especialmente no entardecer. Boas estradas cortam o Kruger, mas não se preocupe: a área construída, entre estradas, campos e paradas, abrange cerca de 3% da área: 97% é pura natureza. Você mesmo pode dirigir dentro do parque, respeitando as rotas estabelecidas pelos mapas e o limite de velocidade, de 40 ou 50 km/h dependendo da rota. Mas, com tanta coisa para ver, quem é que vai querer correr? Para voltar a Johanesburgo, a 345 km da reserva, pegue as estradas N4 e N12.

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